Comemos alimentos transgênicos diariamente sem saber ao certo as consequências para a nossa saúde e o impacto dessa tecnologia para o meio ambiente.

Somos bombardeados com notícias de que eles são seguros e que possuem diversos benefícios em relação aos alimentos convencionais. Mas até onde isso é verdade?

Pela falta de estudos sobre os efeitos desses alimentos a longo prazo, estamos sendo utilizados como cobaias. Cobaias de uma tecnologia que está começando a se mostrar insustentável e muito perigosa.

Nesse artigo vamos expor os pontos de vista de diversos estudos que são contra o cultivo e comercialização dos alimentos transgênicos.

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7 Razões para você evitar os Alimentos Transgênicos

homem com gripe assoando o nariz

1 – Aumento das Alergias

Ao inserir um gene de um ser em outro, novos compostos podem ser criados, como proteínas e aminoácidos. Caso o organismo geneticamente modificado seja um alimento, essas novas substâncias podem provocar alergias, pois são absorvidas como um “corpo estranho” pelo organismo.

Outro problema é se o gene de uma espécie que causa alergia em determinadas pessoas for utilizado para criar um novo alimento transgênico, pois há uma transferência das características daquela espécie, fazendo com que esse “novo alimento” também cause alergias.

Foi o que aconteceu nos Estados Unidos: reações em pessoas alérgicas impediram a comercialização de uma soja que possuía gene de castanha-do-pará.

O pior de tudo é que não temos informações no rótulo dos alimentos sobre esses possíveis alergênicos.

2 – Resíduos de Agrotóxicos

Com o objetivo de controlar as pragas, algumas plantas transgênicas possuem um gene resistente a um determinado agrotóxico.

É o caso das sementes de soja da Monsanto, capazes de resistir ao herbicida Glifosato. O agricultor pode passar o Glifosato na plantação sem que ele mate as plantas de soja.

Porém, com o passar do tempo as pragas vão se tornando resistentes ao herbicida, fazendo com que o agricultor tenha que aumentar a quantidade de veneno que é aplicada na plantação.

Chega um ponto em que o veneno já não faz efeito sobre as pragas, exigindo que o produtor misture outros agrotóxicos para potencializar seu efeito e eliminar as mesmas.

Infelizmente em 2004 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o limite máximo da quantidade de resíduo de agrotóxico permitido no grão de soja em 50 vezes!

Prejuízo para o agricultor, que tem pragas cada vez mais resistentes, o solo prejudicado e depende de quantidades maiores de agrotóxicos.

Prejuízo para nós, consumidores, que vamos comer alimentos com quantidades enormes de agrotóxicos, sem mencionar os efeitos colaterais desconhecidos da mistura desses venenos.

Prejuízo para o meio ambiente, que terá maiores resíduos de agrotóxicos no solo, rios e um desequilíbrio incalculável do ecossistema.

O documentário abaixo mostra exatamente esse problema tomando conta das plantações de transgênicos na Argentina. Ele está em Português de Portugal, porém vale a pena assistir.

3 – Dependência Tecnológica

Por se tratar de uma tecnologia cara, as empresas não permitem que os pequenos agricultores guardem sementes para futuras plantações, como acontece na agricultura tradicional.

Na hora da compra, o produtor é obrigado a assinar um contrato informando que eles podem vistoriar as plantações a qualquer momento em busca de sementes guardadas.

Todo o ano o agricultor tem que comprar sementes novas para seu plantio, sem contar que os únicos herbicidas que funcionam na plantação são vendidos pela própria companhia, tornando-o dependente.

A Índia vem sofrendo com um alto índice de suicídios relacionados com a dependência tecnológica dos grãos transgênicos. Por terem que comprar sementes caras todos os anos, os agricultores estão atolados em dívidas.

Sem ter como pagar suas dívidas, cerca de 250 mil produtores cometeram suicídio, a maioria em regiões de cultivo de algodão transgênico e mortos após a ingestão de herbicidas.

4 – Possível Cancerígeno

Em 2009 o Journal of Biologycal Science publicou um estudo demonstrando que o consumo de milho transgênico podia danificar órgãos como os rins e o fígado.

Em 2012 a revista Food and Chemical Toxicology mostrou que ratos alimentados com alimentos transgênicos morrem antes do previsto e sofrem de câncer com muito mais frequência.

A pesquisa teve duração de 2 anos, com 200 ratos divididos em três grupos: um deles alimentado à base de milho convencional, outro a base de milho transgênico e outro a base de milho transgênico tratado com herbicida Glifosato.

O resultado foi assustador: 50% dos machos e 70% das fêmeas alimentados com transgênicos morreram prematuramente. Eles tiveram tumores enormes na pele, nos rins e nas glândulas mamarias.

Ratos com tumores após o consumo de transgênicos
Imagem: Criigen/AFP

A hipófise foi o segundo órgão mais afetado – ela é a principal glândula do sistema nervoso, responsável por produzir hormônios importantes para o organismo.

A Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) colocou o Glifosato – principal herbicida utilizado nas plantações transgênicas – na sua Lista 2A, de “prováveis causadores de câncer em seres humanos”.

5 – Aumento das Substâncias Tóxicas

Alguns micróbios e plantas apresentam substâncias tóxicas que servem de defesa contra seus inimigos naturais, como os insetos. Geralmente essas toxinas não causam danos ao ser humano.

Entretanto, se o gene de um desses micróbios ou plantas for inserido em determinado alimento, é provável que essas toxinas aumentem, afetando negativamente pessoas, animais e os insetos benéficos à plantação.

É o caso do milho transgênico Bt, que mata lagartas e borboletas que são responsáveis pela polinização.

Essas substâncias estão sendo inserida nos alimentos sem uma avaliação adequada, colocando em risco a plantação e à saúde dos agricultores e consumidores.

Plantação de milho transgênico6 – Contaminação Genética

Os transgênicos representam um grande risco a biodiversidade, causando a alteração ou até mesmo a perda do patrimônio genético de plantas, sementes e animais.

A poluição genética acontece através do cruzamento de variedades transgênicas com as convencionais. É o que está acontecendo com o milho, que vem se reproduzindo através da polinização e do vento, contaminando outras plantações.

O agricultor não tem como ter garantia de que sua plantação convencional não será poluída por sementes transgênicas, e o pior de tudo é que o problema é irreversível.

É fundamental que o governo e órgãos responsáveis adotem medidas legais e comecem uma fiscalização rigorosa para garantir a separação dos grãos durante todo o trajeto, do campo a mesa do consumidor.

Caso contrário, a contaminação acontece e os nossos direitos de saber e escolher ficam prejudicados.

7 – Resistência Antibiótica

A introdução das variedades transgênicas com resistência a antibióticos são uma enorme preocupação à saúde.

O fato é que ao ingerir o transgênico, as bactérias contidas nesse alimento modificam a flora intestinal. O DNA dos transgênicos altera as bactérias do estomago e intestino e transfere as características da planta, como a resistência aos antibióticos.

Isso causa uma séria ameaça à saúde pública, podendo reduzir ou até mesmo anular a eficácia dos remédios antibióticos.

Os especialistas no assunto dizem que a probabilidade de isso acontecer é remota, porém os cientistas e autoridades que fazem a regulamentação afirmam que por menor que seja o risco, ele é inaceitável.

Para saber mais sobre o assunto

Assista aos documentários:
“O mundo segundo a Monsanto” (2008) – NETFLIX
“GMO OMG” (2013) – NETFLIX
“Em breve em vossos pratos” (2014) – Youtube

Acesse os sites:

http://blog.antinovaordemmundial.com/2014/04/confirmado-dna-de-alimentos-geneticamente-modificados-sao-transferidos-para-os-humanos-que-os-ingerem http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/ https://www.brasildefato.com.br/2016/06/13/os-12-produtos-mais-perigosos-criados-pela-monsanto/ http://www.forbes.com.br/negocios/2016/09/bayer-fecha-acordo-de-compra-da-monsanto-por-us-66-bi/ http://www.humanosdireitos.org/noticias/noticias-relacionadas/874–Instituto-Nacional-do-Cancer-alerta–agrotoxicos-e-transgenicos-causam-cancer.htm http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_brasil_2008.pdf http://www.ambientelegal.com.br/brasil-campeao-no-uso-de-agrotoxicos/ http://oolhodahistoria.ufba.br/wpcontent/uploads/2016/03/francisco.pdf http://esquerdaonline.com.br/2016/09/22/por-que-a-fusao-entre-bayer-e-monsanto-prejudica-os-brasileiros/ https://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/as-razoes-do-dia-mundial-contra-a-monsanto-7622.html http://www.terra.com.br/reporterterra/transgenicos/contrarios.htm https://www.brasildefato.com.br/2016/09/01/transgenicos-ja-chegam-a-93-da-area-plantada-com-soja-milho-e-algodao/